29 de março de 2009

A Casa



A CASA
André Vianco
Novo Século Editora, 2002
227 págs.
Sinopse: A Casa é uma viagem ao fundo do coração humano. Impossível o leitor não se emocionar com o drama vivido pelos atormentados protagonistas da obra. Impossível não desejar estar lá, conhecer a casa, atravessar a porta. Uma casa que limpa o coração de qualquer pessoa!

"Existe um lugar onde todos tem direito a uma segunda chance".

Esse é o livro de André Vianco, escritor do gênero suspense, sobrenatural, emoção. Uma leitura agradável que remete a pensar nas oportunidades e chances que deixamos simplesmente escorregar entre os dedos. seja por orgulho, raiva ou preconceito.

Não existe um momento certo para ler, não é necessário necessitar de alívio para o coração. Não é necessário pensar nas suas aflições e preocupações. Simplesmente basta ler e aí sim começar a repensar nas decisões a serem tomadas.

Nos remete a história de vários personagens, todos com seus corações angustiados pelas escolhas e pelo remorso, que tem a chance de encontrar na Casa, a única oportunidade de resgatar o alívio para seus maiores arrependimentos.

Leitura fácil, linguagem simples e uma vontade imensa de devora-lo se apodera.

Uma limpeza no coração e uma faxina na alma... Eu recomendo e empresto a quem desejar!

Ótimo domingo!

28 de março de 2009

8 ou 80

Eu sou assim, desse jeito, sem meio termo.
Não gosto de nada mais ou menos.
Nem quase gosto, nem meio que gosto.
Eu sou extremista a esse ponto.
Não sou morna, sou fria ou quente o tempo todo.
Mas, me contenho às vezes porque ser assim pode causar danos.
Principalmente à mim...

Lá pelo início da minha fase adulta alguém me disse isso: Você é 8 ou 80!
E eu sai chutando, esperneando e dizendo que eu não era assim!
Nada que uma noite não pudesse clarear minhas idéias.
Levei o que considerei ser uma crítica para o travesseiro (um ótimo lugar!).
E cheguei a conclusão que eu era exatamente assim!

É claro que a maturidade nos traz uma sabedoria extra que nos molda às situações.
Tento controlar esse lado e levar a vida mais levemente, mas...
Ainda tenho umas atitudes que por vezes ainda chateam as pessoas.

Dias atrás tomei uma atitude extremista (coisa que deveria ter feito há mais tempo...) pois estava protelando uma decisão que há muito me incomodava.
Sabe quando VOCÊ quer uma coisa e só VOCÊ quer?
Outras partes envolvidas ficam na indecisão meses, te enrolando com desculpinhas que não colam?
Óbvio que era o meu lado paciente-tolerante que estava esperando tempo demais...

Zapt-zupt! Exterminei, extirpei, acabei, encerrei, finalizei o que nem começou!
Ufa! (Acho que meu lado 8 ou 80 devia estar adormecido).

Pois bem, que todos sejam felizes com suas escolhas e, principalmente eu!
Não considero um pingo de egoísmo pensar primeiramente em mim, pois como poderei ser um ótima pessoa se eu não estiver bem?

Repirando... continuo respirando, o mais lenta e profundamente que eu conseguir...
E assim sigo controlando essa impulsividade...

Enormes e afetuosos abraços em você!

27 de março de 2009

Aflição

O que lhe aflige nesse momento?
Pergunte-se!
Será que tudo está perfeitamente redondinho?
Parabéns se a sua resposta foi: SIM! SIM! SIMMMM!

Mas como eu sei (ouvi daqui) um BEM... sei que algo provavelmente lhe aflige.
Quer conversar sobre isso?
Tudo bem, respeito seu momento, mas saiba que quando precisar, eu estou aqui, para lhe ouvir ou ler (isso varia conforme o interlocutor).

E o que me aflige?
BEM... não estou querendo deixar nada me afligir, tem algo doendo aqui que não quer me deixar esquecer, mas estou fingindo que não é comigo!
Se eu soubesse assobiar, garanto que agora, nesse exato momento estaria assim... assobiando qualquer musiquinha besta, como quem não está nem aí para nada.
Como eu não sei (assobiar) estou assim... com olhar de paisagem, como se o mundo da lua fosse ali, distante daqui uns 2 metros.

Hoje mesmo sentou-se ao meu lado uma moça (e eu com fones ouvindo mp3), tive a sensação que ela estava chorando, olhei para o lado e ela segurava o rosto entre as mãos e os olhos apertados.
Olhei para frente e ninguém olhava nem para mim, nem para ela.
Daí fiquei na dúvida se ela chorava.
Na verdade fiquei sem jeito - não sou boa nisso, de perguntar se ela precisava de algo. (Perguntar se ela estaria bem seria idiotice).
Daí que entre pensar e agir, meu lado sem jeito me colocou para andar, agora estou aqui pensando nela e desejando que alguém lá em cima olhe por ela e lhe dê algum conforto, coisa que eu não fui capaz de oferecer...
O que será que lhe afligia? (Ela tinha um caderno universitário no colo e uma bolsa de lado).
Uma nota baixa?
Uma notícia ruim que a levou de volta para casa?
Alguém que não lhe deu o valor merecido - ou vice versa?

Não sei, nem saberei...

Mas o que quer que lhe afligia, o que lhe aflige (você que está lendo agora!) ou o que me aflige nos seja leve e temporário.
Já que a vida é breve e precisamos aproveitar com sabedoria cada momento, não vamos nos deixar assim aflitos por mais que um tempo curto, ok?
Combinado?

Que sua semana - que termina, tenha sido imensamente proveitosa.
Afinal, de tudo na vida tira-se alguma lição/ proveito.
E que o final de semana seja recheado de momentos melhores e melhores...

Meu carinho para voce!

25 de março de 2009

Tempo e espera


Administrar o tempo não é tarefa das mais fáceis.
Certo dia perguntei a um economista se pelo menos para ele isso era uma tarefa simples, mas percebi que estava aí uma pessoa errada para me responder.
Sorte minha não ter sido xingada.

Eu, pessoalmente procuro não me atrasar, saio sempre muito antes do horário prevendo várias situações que podem me reter, as principais: condução e trânsito.
Não dirijo e dependo desses profissionais maravilhosos que são os motoristas de ônibus!
Já que verificar no site os horários e possibilidades de linhas que possam ser utilizadas é perda de tempo. (Provavelmente quem já fez isso, sabe o que eu digo...)

Eu me programo, prefiro esperar que chegar atrasada.
Levo livro, mp3, compro revista e espero pacientemente...

ESPERA...
Bem, por isso, pelo meu jeito preocupado em chegar cedo, tenho milhagens nessa área.
Não me incomodo com isso, mas já percebi que tem pessoas que não conseguem jamais chegar no horário, quem dirá adiantado, nem vou entrar no mérito de comentar atrasos...

Eu aprendi a utilizar esse tempo precioso da espera para tirar proveito de muitas situações:
Leio mais, vejo TV (consultórios sempre tem uma com aqueles programas femininos... Onde guardam o controle remoto?), escuto música e quando possível aproveito para observar detalhes à minha volta.
Já até tentei meditar e passei vergonha, porque me perguntaram se eu estava dormindo...

Recentemente sentei no banco da praia e esperei... esperei e esperei.
Nesta espera eu aproveitei para olhar e admirar: os corredores noturnos, os atletas que se exibem nos aparelhos na areia da praia, o passeio com o cachorro, o prazer de beber água de côco, o menino que ainda com o uniforme do colégio - mesmo sob as broncas da mãe, parecia um empanado pronto para ir para a frigideira, gente bonita - outras nem tanto, pessoas suadas, pedintes, idosos, navios...
O tempo voou e sem nem reclamar fui embora, já que minha espera foi em vão: mais uma para a coleção das esperas sem solução (isso dá outro texto!).

Minhas sugestões para quem detesta esperar:
- Diga a pessoa que você é pontual e portanto não gosta de esperar mais que 10 minutos;
- Informe-se se nesse consultório existem atrasos ou demora, depois deixe a reclamação por escrito se a atendente lhe enganou;
- Verifique no relógio (ou no celular, se como eu, você não usa relógio) a hora exata que você chega ao local, a sensação de espera é sempre superior ao tempo real;
- Aprenda a utilizar esse tempo de espera em favor próprio, não se deixe irritar, nem se contaminar com a irritação de outras pessoas;
- Nunca desconte na secretária, caixa ou atendente seu mau humor, imagine quanto ela sofre com um profissional que constantemente a faz de bode expiatório;
- Não gaste sua energia à toa, não faça disso o ponto de ebulição de seu dia, já bastam os fatores sobre os quais você não tem controle algum;
- Desculpe-se sempre que você ficar preso no trânsito e fizer alguém esperar, compense com um belo gesto de amizade e não deixe que isso estrague o seu intuito.

Dificil?
Não é.
Tente e pense em coisas óbvias como o tempo que levou para se desenvolver e virar um ser humano... (Estou falando dos meses de espera de sua mãe) e se preciso comece hoje a pensar nisso e nos próximos 7 ou 9 meses torne-se uma pessoa menos estressada e mais paciente.

Ah! Para aqueles que depois de ler esse texto quiserem testar a minha paciência na espera, apenas peço que sejam sinceros quanto a isso.
Pois por mais que eu consiga levar isso de forma leve, existe sempre um limite...
Eu mesma não gosto da minha cara de indignada, não gostaria que você a conhecesse...

Abraço carinhoso em você!

22 de março de 2009

O menino...

Mais um livro...
Esse é o cartaz do filme, baseado no livro.
Não vi o filme, nem verei, mas acabei de ler o livro hoje.

Mais uma história da guerra, judeus, nazistas e a visão inocente de um menino de 9 anos - Bruno.
Filho de alto comandante do exército alemão, tem sua vida mudada da noite para o dia.
Mudam de casa e perde suas poucas referências.
Precisa adaptar-se às mudanças e a falta de amigos.
Bruno, um explorador, decide que precisa descobrir o que existe do outro lado da cerca e faz um amigo.
Uma história de amizade e lealdade, um fim triste.

Minha opinião?
Bom, mas nada que rendesse um filme, por isso não quero vê-lo.

Há algo interessante que é a dificuldade do Bruno pronunciar alguns nomes, mesmo sendo advertido sobre isso, ele insiste que o homem mau que vai jantar na sua casa chama-se "Fúria" e o local para onde ele se muda com a família chama-se "Haja Vista".

Isso dá uma certa graça a leitura, leve e fácil.
Recomendada para os mais preguiçosos...

Fica aí uma sugestão...

Bom domingo!

Mudou a estação

Já é outra estação e tudo começa a mudar, como se apenas uma data no calendário fosse o suficiente para o tempo entender isso.
Claro que não é, mas percebi que a brisa é outra, está mais fresco aqui por esses lados.
Começo a me sentir melhor de novo, mas ainda falta muito para me sentir em casa...
Se é que posso explicar isso... não posso.

O que importa que as noites estarão mais frescas e os dias também.
Não me apedreje quem gosta daquele calorão de verão.
Eu gosto também de uma cor dourada na minha pele branca, realça meu cabelo e olhos, mas é só!
Não há banho que dure, perfume que resista, cabelo que permaneça solto e com aparência não-melada, roupa bonita que fique sem grudar... eu simplesmente não gosto.

Mas é outono (desse lado do hemisfério), não associo apenas com folhas que caem, mas com uma vida nova que se apronta para dias mais frios e mais bonitos.
Meu peito se enche de alegria junto com esse ar que entra pelos pulmões, parece que o oxigênio vem mais leve, mais suave - ele existe e está por aí!

Não sei explicar, mas eu consigo encontrar nas pequenas coisas que a natureza me presenteia uma energia que me revigora.
Sou simples, gosto de colocar os pés na terra, estar perto de árvore, entrar em comunhão com os elementos da natureza.
Meu local de repouso é uma praia distante daqui, como referência tenho uma foto no meu celular, mas cada detalhe está gravado na minha mente e é para lá que eu vou quando medito.
Reconheço todos os detalhes, olho para a direita e vejo uma vegetação sobre montes de areia (a praia fica em nível muito mais baixo que a rua), olhando para a esquerda vejo o mar, grosso, sempre mexido e com ondas fortes, para frente tem um morro, cujo caminho ja subi várias vezes e serve de pasto para bovinos - que deixam por lá dejetos, mas que nunca os encontrei pastando e para trás tem outro morro, cheio de casas, muitas delas estão lá há mais tempo que eu consiga me lembrar.

Essa é a minha praia!
Quase 700 km de distância nos separam fisicamente, mas me bastam 15 minutos e eu me sinto lá...

Costumo estar lá presencialmente a cada inverno, vou lá todos os dias, coloco a toalha na areia e sento com um livro em mãos, volto para casa revigorada, com um sorriso no rosto que é difícil apagar.
Seria tão bom se cada pessoa que conheço se encontrasse assim... em um lugar só seu.

O outono seria colorido, o inverno alegre, a primavera radiante e quando o verão chegasse novamente enchesse de dourado não só o céu, mas a alma inteira!

Bom domingo!

21 de março de 2009

Antena ligada



Guilherme* tinha quatro anos, era um menino comum como todos da sua idade.
Gostava de ver desenhos na TV, tomar leite com chocolate, comer pão com requeijão, andar de bicicleta e falar muito.
Era um falante ambulante, desses que desde o momento em que abrem os olhos até o sono lhe dominar lhe faz procurar onde fica o compartimento de baterias - para serem desconectadas.
Falava sobre tudo, queria saber tudo também.
Adorava carros e conhecia todas as marcas e modelos que passavam por ele na rua. Bastava lhe dizer apenas uma vez que ele memorizava.
Ele gostava de ficar enfiado entre os adultos e amava as histórias de infância, adolescência dos pais, tios e avós. Gostava das trapalhadas e das traquinagens que haviam feito, ria de gargalhar de todas as coisas mal feitas e a cada história repetida escutava atento como se fosse a primeira vez, não interrompia e ria de novo.

Era delicioso ver a alegria dele que lhe contaminava, seu riso solto te fazia rir também.

Guilherme ia além disso ele tinha algo que não era comum a todos os meninos da sua idade, ele assistia a TV sem se mexer ou mudar de posição, passava horas deitado no sofá quieto - pelo menos nesse momento ele ficava quieto.
Mas Guilherme de repente soltava um grito: - Mãe atende o telefone!
A mãe e a avó se entreolhavam pois o telefone nem estava tocando! O menino devia ter ouvido o telefone tocar na TV e confundiu....
- Guilherme, o telefone não está tocando!
Ao que Guilherme respondia: - Mas vai tocar e é fulano!
Segundos depois o telefone tocava e do outro lado da linha, fulano soltava um alô estridente.

Com o tempo a mãe já nem se espantava com isso, era ouvir o Guilherme gritar e atender o telefone em seguida.
Ah! Isso foi no tempo em que o sistema de "bina" nem existia na telefonia brasileira, nem existia celular ou qualquer outro identificador de chamada. Apenas o Guilherme tinha uma antena bem ligada e captava a ligação antes dela acontecer.

Bem , isso não é uma historinha de ficção e esse menino hoje, com mais de 20 anos foi crescendo e virando um menino como os outros, desligou a antena e nem lembra bem dessa história.

O que era isso?
Bem ele telepaticamente ficava na sintonia com o pensamento da outra pessoa. Quando a pessoa do outro lado pensava em pegar o telefone e ligar o Guilherme captava e já avisava daquela intenção que nunca falhou.
Acho mesmo que hoje se o Guilherme pensar bem, alguém quando liga para ele deve ouvir:
- Poxa estava mesmo pensando em voce e me ligou!

Qualquer dia desses eu mesma sento com ele e descubro se ele ainda tem essa antena e se gostaria de aprender a usar isso em favor do bem e próprio.

Ah! Guilherme continua gostando de histórias dos pais, tios e avós e continua falando pelos cotovelos.
É um homem, trabalha e tem um coração maravilhoso, chegando muitas vezes a ser ingênuo, pois acredita sempre na lealdade dos amigos.

Sinto saudades do riso solto dele...

* Obs.: O nome dele foi propositalmente trocado.

20 de março de 2009

Perdoar



Estava ouvindo uma musica que fala sobre perdão e acabou sendo o gancho, nem diria inspiração (estaria tarde demais para qualquer inspiração).

A letra fala sobre o perdão - pela situação, de esquecer as palavras duras ditas, do valor não dado que agora deveria ser resgatado, arrependimento, da necessidade do outro ao lado...

Claro que você nunca passou por isso.. é apenas uma música, certo?
Como se fosse um filme que não é baseado em fatos reais, uma obra de ficção científica.

Nós somos pessoas tão racionais que pensamos muito antes de dizer algo.
Não usamos palavras duras que possam magooar alguém.
Não perdemos tempo desperdiçando oportunidades de manter junto a nós quem amamos.
E portanto nunca precisamos nos arrepender, nos desculpar de nada, porque não perdemos as pessoas por esses tipos de bobagens ditas.

Isso em um mundo paralelo, claro.

Porque nesse aqui nós sempre fazemos tudo sempre igual e depois queremos resgatar a culpa e tentar conseguir de volta, sem pensar que uma vez quebrada a confiança depositada tudo muda.
Não existe compreensão no mundo que consiga superar isso.
Não existe ninguém que fique pacientemente esperando e perdoando os pitis do outro até passar.

O meu coração e a minha paciência são imensos, mas algumas coisas na vida tem tempo e espaço certo para acontecerem.
Eu não posso esperar eternamente que outra pessoa cure todas as suas feridas (incuráveis) e perceba que o tempo passou demais e enxergue o valor que eu tenho...
Não acredito eternamente em desculpas e nem que o tempo de alguém seja eterno - aliás só será eterno para você, porque basta aparecer uma... digo, um corpo novo que a cura é imediata.

Amy Lee, forgive me but I didn't give anything now to kill those words for you...

http://www.youtube.com/watch?v=uuFVY75DGQ4

É disso que escrevo...

Felicidades!

Em tempo:
Os dias tem sido tão corridos e o trabalho tão estressante...
Mal passei pelo blog, quem dirá postar qualquer tipo de
comentario por aqui.

Como estou em falta com o compromisso assumido
(comigo mesma) não conseguiria dormir sem deixar algo
escrito.